21 janeiro 2017

Alter Ego | Sobre Trabalhos e Preguiças

O dia foi inteiro perfeito. Perfeito para um dia de preguiça. Levantou tarde, por voltar das 10, tomou o tão adorado café com leite (sem açúcar). Olho para o céu, e sorriu. Pois mesmo por entre o céu cinza, havia luz.

Mesmo com a chuva que caia, sabia que a proteção maior. Não, os problemas não sumiram. E não, o mundo não virou um conto de fadas. Mas de repente, sentiu paz.

Aquela caminhada pela durante a fria garoa, de uma sexta-feira atípica, esfriou os pensamentos. Sofrer por antecedência é desnecessário no atual momento. Sentou-se ao sofá...molhado mesmo, abriu uma cerveja...e começou a sorrir.

Se falta de um lado, sobra do lado. E entre pesos e medidas, sobra muitas luzes no fim de curto túnel.

Se sobra preguiça, a coragem ganha mais uma luta. E entre deixar e fazer, encara o final de semana com muita vontade.

O que foi ontem, se reflete no hoje, é fazer o hoje para que o futuro, seja pra gastar essa fortuna acumulada. Seja em amor, preguiça ou até mesmo, cervejas.

03 janeiro 2017

Alter Ego | E Esse Ano Novo?

Vi a tela em branco, curso piscando. As mãos até que tenta se controlar, mas o impulso de transformar pensamentos em palavras, é mais forte do que a preguiça causada desde o dia que nasceu, porque esse é seu maior pecado por de mais um dia de trabalho cansativo, mas recompensador.

Pensei em escrever sobre as coisas que já passaram, que voam em meios aos pensamentos das responsabilidades de uma vida onde o único sentimento que exala do suor que escorre pela minha testa, é o de gratidão.

Suor, ou talvez os pingos de uma chuvas de verão marota, que cai com o objetivo de embalar um sono inevitável, e um descanso merecido.

Mas é só 02 de Janeiro. Faltam 363 (ou 64, não me lembro de o ano é bissexto...mas sou curioso, abro o Google, foi ano passado). Mais uma folha no calendário, mais uma chance de fazer diferente, mais um dia para ser feliz.

E então, os pensamentos pousam, em algum canto, onde no vale que permeiam os pensamentos do presente, eles admiram e observam o que alguns chamam de felicidade. Positividade, amizade, paz e outros semelhantes, tenta mostrar aos seus opostos que irão perder um belo pôr do sol por entre as nuvens de pensamentos à la Doug Funnie.

Não se importam em compartilhar os bons momentos. Acalma a loucura que há tempos não causa mais episódios engraçados. A responsabilidade, pegou na mão dela para mostrar que a estrada ainda é longa, haverão novas oportunidades.

A reunião é regada de risadas, cerveja gelada e muita alegria.

Mas todos cientes, de que nem tudo será esse mar de rosas. Dificuldades vão aparecer, nuvens negras vão cobrir o céu azul e preparados, todos devem estar. Como tudo na vida e no video-game, será só mais uma fase.

Sendo assim, agradecendo aos anjos e aos deuses, seguimos pela estrada, aproveitando a maré boa, aproveitando os bons ventos em rumo aos sonhos e objetivos. Com força na peruca e fé no coração! Porque a esperança é a última que morre, nem que seja, quando morremos com ela.



15 dezembro 2016

Resenha | Dois Caras Legais

Nota: esse post está originalmente no meu novo projeto com meu amigo Mario Vianna, o Manguaça Nerd.
O cenário é o seguinte: você está de férias, milhares de coisas (nerds) a serem feitas, mas a única coisa que você precisa é...bom, como dizem os jovens, ficar de boa!

Já é madrugada, o bloqueio criativo já bateu a porta. Ok, hora de parar. Então, naquela navegação aleatória que você, eu e todo mundo que tem Netflix sempre faz (que nunca né?) lembra da dica que leu naquele site e daquele cara que você acompanha.
Claro que quando quando vejo o nome de Shane Black, me lembro logo daquela lástima que foi "Homem de Ferro 3". Mas ai, me lembro também que o cara criou uma das franquias mais legais do cinema. E de certa forma, "Dois Caras Legais" tenta emular a fórmula que trouxe o estrondoso sucesso que os quatro filmes da série "Máquina Mortífera" tiveram nos cinemas.

Na Califórnia dos anos 70, a trama cheia de subjetividades na verdade busca apenas divertir o espectador com uma trama pouco convencional. Na verdade, Shane tenta resgatar um gênero que há tempos estava esquecido, e que ele mesmo popularizou: a comédia de ação.

Não, não tenha em mente nenhum dos besteiróis lançados por algum serviço de streaming famoso. O que Shane busca com dois caras legais é um humor que diverte de forma elegante, mesmo que às vezes pareça escancarada demais para os padrões politicamente corretos da época (hoje, ou os anos 70?), mas o surrealismo da trama se encontra com uma realidade que mudaria o rumo do país, mas que conversa diretamente com os dias atuais.

Mas o filme não é para reflexões sobre cenários políticos. É para a sua pura e simples diversão! Ou como estava procurando, ficar de boa!
No filme, vamos acompanhar Holland March (Ryan Gosling), um detetive particular que apesar do seu talento, está meio de saco cheio com tudo o que rola ao seu redor e só tem a filha Holly (Angourie Rice) como única inspiração para continuar "fingindo" ser um detetive particular. Com a falência batendo a sua porta, aceita o serviço de encontrar uma atriz pornô que sumiu.

Do outro lado da corda, temos Jackson Healy (Russell Crowe), que é contratado justamente para impedir que March não prossiga com sua investigação. Mas é quando os caminhos dos dois se cruzam, que a história começa a mostrar reviravoltas que dão mais voltas que o necessário, mas que obrigam aos dois a formarem uma dupla (ou trio) improvável para descobrir qual é a verdade.

É o mesmo roteiro que você já viu em alguns outros filmes. A diferença aqui está na execução.
Desde a ambientação dos anos 70, com uma direção de arte que caprichou nos cenários e figurinos, com os detalhes nos ambientes, sejam eles internos, com a mobília caracterizada fielmente, até os externos, com figurantes e cenários retratando muito bem a época.

O roteiro ágil e divertido, me fez pensar o porque o terceiro filme de Tony Stark não teve metade da ácidez e ousadia que esse teve. Seria interessante ver essa linguagem incorporada na atuação de Robert Downey Jr. como um Homem de Ferro mais seguro do que o traumatizado que foi apresentado. E a sua direção não inventa. Sem malabarismos e estrelismos, cumpre bem a sua função.

Mas nada disso funcionaria se o elenco não segurasse a bronca e olha, graças a atuação segura do elenco é que o filme funciona. Claro que o destaque maior, seria para sua dupla principal. Me surpreendeu ver Ryan Gosling e Russell Crowe fazendo graça.

Depois de tantos papéis dramáticos e tensos, ver esses dois grandes atores com um timing de comédia beirando a perfeição, foi muito interessante e divertido! Contudo, o destaque maior vai para a gracinha que é Angourie Rice. A mocinha se destaca como uma coadjuvante que brilha em meio a dupla principal, arrancando boas risadas durante o filme.
É um filme que é um acerto após o outro.

Sério, assim como Kingsman, é aquele filme que me arrependi de não ter visto antes. E fiquei mais chateado ainda por não ter tido o sucesso e o reconhecimento que deveria. Talvez agora na Netflix o filme encontre seu lugar ao sol, que merecidamente deve achar.

E olha, se tem uma coisa que "Dois Caras Legais" merece é reconhecimento. Porque as risadas são garantidas!

Avaliação do Alter Ego
 


Trailer

Ficha Técnica:
Dois Caras Legais (The Nice Guys) - 2016 - 116 min. - EUA - Ação/Comédia
Direção: Shane Black
Roteiro: Shane Black, Anthony Bagarozzi
Elenco: Russell Crowe, Ryan Gosling, Angourie Rice, Matt Bomer, Margaret Qualley, Keith David, Kim Basinger
Site Oficial: http://www.theniceguysmovie.com/



14 dezembro 2016

Comic Con Experience 2016

Nota: esse post está originalmente no meu novo projeto com meu amigo Mario Vianna, o Manguaça Nerd.
Ser nerd sempre foi bom! E sou daquela turma que sempre gosto. Quadrinhos, comprar em sebo, filas no cinema, esperar um ano pelo lançamento do ano anterior, TV Manchete, revistas Herói, Animax, Heróis do Futuro.

E de repente, o Brasil vira rota. Rota obrigatória de estúdios, atores, produtores, quadrinistas, artistas, nerds e curiosos por essa cultura que sim, já se tornou há tempos uma referência.

Maior, mais organizada, melhor distribuída e com muito, muito mais gente! A Comic Con já deixou de ser uma "experience". A exemplo do que sempre acompanhamos das coberturas gringas, principalmente a San Diego, o maior evento geek da América Latina já se fixou no calendário de todos os que apreciam a cultura nerd, geek e já afirmada, cultura pop.

Quando um evento reúne marcas tão populares como Riachuelo e Faber Castle prova que o popular já se encontrou com o chamado diferente. E não poderia ter maior satisfação do que encontrar pessoas encantadas com esse mundo que tão nos é conhecido.

E andar entre os corredores imensos da São Paulo Expo traziam a certeza de que o Carnaval para os que amam cinema, games e quadrinhos será sempre em dezembro. Não vimos muito além dos corredores lotados, cosplayers bacanas e pessoas se divertindo por estarem fazendo parte de algo que anos atrás, não seria imaginado no Brasil.

Omelete, Pizii Toys e Chiaroscuro Studios conseguiram pelo terceiro ano prova que não é preciso viajar pra Califórnia ou para Nova York para viver uma experiência com seus atores e atrizes favoritos, com os canais e estúdios que trazem os filmes e séries que vemos e aguardamos, com os artistas, seja de quadrinhos ou animes.

Foi épico, foi incrível. Um evento que para sempre ficará na memória de crianças, adultos e idosos. E ano que vem tem mais? Claro que tem! Porque ser nerd é ser autêntico e isso, a Comic Con Brasil tem de sobra! Porque a fase de experiência, já passou com certeza!

Deixo com vocês as fotos que tirei e lá na página do Facebook tem mais coisas! Confiram ai!