22 janeiro 2017

Resenha | Rogue One: Uma História Star Wars

Nota: esse post está originalmente no meu novo projeto com meu amigo Mario Vianna, o Manguaça Nerd. Dá uma passada por lá! =)
Emoção. Empolgação. Satisfação.

Essas três palavras parecem um exagero para aqueles que não entendem o quão importante um história pode mudar a sua vida. Ou até mesmo para aqueles que nunca tiveram algo que parecido com uma paixão. Sei lá, é parecido quando escuto de algumas pessoas que não gostam de música. Como elas conseguem viver assim?

Pois bem, para boa parte dos amantes da cultura pop, Star Wars é (talvez junto com Star Trek) um guia de tudo aquilo que se pode ter de referência boa. Existem aqueles que dizem que é uma história boba e sem sentido, mas para aqueles que gostam, se apaixonam e isso realmente passa despercebido quando se escuta aqueles primeiros acordes eternizados pela trilha de John Williams.
É algo único, icônico e que já foi eternizado. Algo sem precedentes na história do entretenimento. E isso, só quem vive nesse mundo irá entender.

O que mais importa é que a obra de George Lucas sempre será lembrada pela sua essência que talvez nos dias de hoje esteja até meio que perdida. O resgate desse sentimento veio com o último episódio da tida como história principal da série, e o "Despertar da Força" conseguiu resgatar essa aura de aventura e esperança de que o bem sempre vencerá o mal que tanto buscamos nos episódios da nova trilogia.

Mas ai que chegamos a esse que entra com certeza no top 3 de melhores filmes. E pronto. Talvez isso só mude se os próximos filmes (episódio VIII chega daqui um ano mais ou menos) conseguirem um mix entre o que foi apresentado por JJ Abrams e agora, por Gareth Edwards.
De cara, já posso dizer que o maior e grande acerto do filme é trazer o fator guerra para um filme que traz em seu nome essa denominação. Mas é fato, que a guerra de fato, pouco havia sido retratada nos outros sete filmes da série. E talvez colocar Rogue One como um filme "spin-off" seja a maior injustiça para o filme.

"Rogue One: Um História Star Wars" é mais do que isso. Tem o espírito, a força (sem nenhum trocadilho) e o clima de um verdadeiro filme Star Wars. É um episódio 3.5 com toda a certeza. A história é algo que nós já conhecemos: a ação dos Rebeldes para roubar os planos da arma mais poderosa do Império, que é a Estrela da Morte.

Mas quem são esses heróis? Quais os rostos e personalidades daqueles que foram os primeiros grandes nomes de uma história que acompanha a família Skywalker, mas que se mostra muito mais do que um drama familiar, e sim, um drama de uma sociedade, que deve se erguer e lutar contra os males que acabam surgindo.
As relações com política e religião sempre foram muito fortes na série, e elas estão todas aqui, escancaradas. E isso é feito da mesma forma que a série sempre fez: totalmente justificada em seu enredo. Mas como um filme de guerra, Rogue One não perde tempo em apresentar nada mais do que a sua personagem principal, que é o fio condutor de tudo o que resume a série: a mudança de uma pessoa que não se posicionava (politicamente) e não acreditava (fé?) na mudança. Mas eis que percebe que a mudança, tem que partir de ações. E são essas ações que trarão de volta a esperança de que as coisas podem melhorar...certo?

Jyn Erso (Felicity Jones) é esse fio condutor. Filha de Galen Erson (Mads Mikkelsen), a mente por trás da Estrela da Morte. Após o rapto de seu pai a mando do Almirante do Império, Orson Krennic (Ben Mendelsohn), para que os planos da construção dessa arma prossigam, Jyn precisa crescer para ser uma guerreira mesmo sem querer.
Como um "guia" e seu protetor nessa jornada forçada, Saw Guerrera (Forest Whitaker), o líder de uma aliança Rebelde extremista, acaba cuidando da garota, até que ela possa seguir seu próprio caminho. E quando a Aliança Rebelde encontra Jyn, ela é "convocada" para a missão de "resgatar" seu pai. Como responsável pela missão, temos Cassian Andor (Diego Luna) e seu parceiro, o K-2SO (Alan Tudyk), que foi reprogramado por Andor para se tornar um androide badass e que é muito útil em suas missões pela Aliança.

E à partir desse momento, Star Wars entra em um ambiente que nunca havia sido explorado. Um ambiente de guerra. Um ambiente que você conhece, mas que nunca foi mostrado da forma como se vê em Rogue One. É um fan service atrás do outro. Alguns mais explícitos que outros, mas reconhecer fica fácil para aqueles que já conhecem esse mundo.
A missão que estava seguindo para um caminho, de repente toma um outro sentido. Jyn precisa se posicionar. Precisa acreditar. Precisa se tornar aquilo que ela nunca quis ser. Mas as entrelinhas dessa história são uma das coisas mais belas e fortes que qualquer outro filme da série. Existe uma urgência. E é uma urgência tão palpável, que você entende que o fato de seus personagens não serem tão explorados justifica-se pelo motivo de que estamos vendo uma guerra.

E na guerra, não há espaços para mais explicações. Você sente que o episódio IV está logo ali. E o filme sabe disso. O roteiro é orgânico e trabalha para que, mesmo aqueles que não conhecem nada de Star Wars, entendam que porra é séria e que é preciso agir logo.
E o grupo formado pelas circunstâncias, é o mais incrível que já vi em um filme. Não bastasse a redenção de Andor, em acredita em algo além do que a guerra lhe trouxe de ruim, temos a absolvição de um piloto desertor, Bohdi Rook (Riz Ahmed), que tem um papel muito relevante pro desenrolar do eventos. Temos uma dupla de apostos que se completam de uma forma orgânica e que mesmo com crenças diferentes, Chirrut Imwe (Donnie Yen) e Baze Malbus (Jiang Wen) mostram que a combinação entre força e fé funciona quando o objetivo é único.

O trabalho feito por Chris Weitz e Tony Gilroy, surpreende pela objetividade, algo tão em falta na nova trilogia. Mas nada disso funcionaria se a mão de Gareth Edwards não estivesse tão afiada. Percebe-se um carinho, um cuidado e uma precisão que talvez tenha faltado em algum momento para JJ Abrams no mais recente episódio.

O impacto de algumas cenas, despertam os sentimentos mais diferentes. Foi incrível ver uma sala de cinema lotada, encantada pela beleza de algumas tomadas. E o CGI sempre bem aplicado, e até surpreendente em algumas cenas, mostra que é possível o equilíbrio perfeito para a série de efeitos práticos e efeitos em computação.
O filme, que já chegaria perfeito desde de seu primeiro trailer, guarda seus melhores momentos para o final. Os aplausos e gritos foram poucos para o impacto que ele causa. E ai, o mix daquelas três palavras que citei no início desse texto, explode no peito daqueles que são fãs, contagiam aqueles que estava ali pela curiosidade ou apenas para diversão.

E é isso que Star Wars é.

Apenas vá ao cinema e assista Rogue One. Como escrevi após a sessão:
Ahh é, e ainda tem Darth Vader para o deleite dos fãs.
Mas na boa, isso é só a cereja do bolo! E que bolo!

Se o objetivo da Disney, com esse primeiro movimento em prol de expandir o universo mágico de George Lucas, era causar uma boa impressão, PUTA QUE O PARIU, objetivo mais que concluído.

Obrigado George Lucas! Obrigado Disney!

Avaliação do Alter Ego:

Trailer:

Ficha Técnica:
Rogue One: Uma História Star Wars (Rogue One: A Star Wars Story) - 2016 - 133min - EUA - Aventura/Ação/Ficção Científica
Direção: Gareth Edwards
Roteiro: Chris Weitz e Tony Gilroy
Elenco: Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn, Donnie Yen, Mads Mikkelsen, Alan Tudyk, Riz Ahmed, Jiang Wen, Forest Whitaker
Site Oficial: http://br.starwars.com/



21 janeiro 2017

Alter Ego | Sobre Trabalhos e Preguiças

O dia foi inteiro perfeito. Perfeito para um dia de preguiça. Levantou tarde, por voltar das 10, tomou o tão adorado café com leite (sem açúcar). Olho para o céu, e sorriu. Pois mesmo por entre o céu cinza, havia luz.

Mesmo com a chuva que caia, sabia que a proteção maior. Não, os problemas não sumiram. E não, o mundo não virou um conto de fadas. Mas de repente, sentiu paz.

Aquela caminhada pela durante a fria garoa, de uma sexta-feira atípica, esfriou os pensamentos. Sofrer por antecedência é desnecessário no atual momento. Sentou-se ao sofá...molhado mesmo, abriu uma cerveja...e começou a sorrir.

Se falta de um lado, sobra do lado. E entre pesos e medidas, sobra muitas luzes no fim de curto túnel.

Se sobra preguiça, a coragem ganha mais uma luta. E entre deixar e fazer, encara o final de semana com muita vontade.

O que foi ontem, se reflete no hoje, é fazer o hoje para que o futuro, seja pra gastar essa fortuna acumulada. Seja em amor, preguiça ou até mesmo, cervejas.

03 janeiro 2017

Alter Ego | E Esse Ano Novo?

Vi a tela em branco, curso piscando. As mãos até que tenta se controlar, mas o impulso de transformar pensamentos em palavras, é mais forte do que a preguiça causada desde o dia que nasceu, porque esse é seu maior pecado por de mais um dia de trabalho cansativo, mas recompensador.

Pensei em escrever sobre as coisas que já passaram, que voam em meios aos pensamentos das responsabilidades de uma vida onde o único sentimento que exala do suor que escorre pela minha testa, é o de gratidão.

Suor, ou talvez os pingos de uma chuvas de verão marota, que cai com o objetivo de embalar um sono inevitável, e um descanso merecido.

Mas é só 02 de Janeiro. Faltam 363 (ou 64, não me lembro de o ano é bissexto...mas sou curioso, abro o Google, foi ano passado). Mais uma folha no calendário, mais uma chance de fazer diferente, mais um dia para ser feliz.

E então, os pensamentos pousam, em algum canto, onde no vale que permeiam os pensamentos do presente, eles admiram e observam o que alguns chamam de felicidade. Positividade, amizade, paz e outros semelhantes, tenta mostrar aos seus opostos que irão perder um belo pôr do sol por entre as nuvens de pensamentos à la Doug Funnie.

Não se importam em compartilhar os bons momentos. Acalma a loucura que há tempos não causa mais episódios engraçados. A responsabilidade, pegou na mão dela para mostrar que a estrada ainda é longa, haverão novas oportunidades.

A reunião é regada de risadas, cerveja gelada e muita alegria.

Mas todos cientes, de que nem tudo será esse mar de rosas. Dificuldades vão aparecer, nuvens negras vão cobrir o céu azul e preparados, todos devem estar. Como tudo na vida e no video-game, será só mais uma fase.

Sendo assim, agradecendo aos anjos e aos deuses, seguimos pela estrada, aproveitando a maré boa, aproveitando os bons ventos em rumo aos sonhos e objetivos. Com força na peruca e fé no coração! Porque a esperança é a última que morre, nem que seja, quando morremos com ela.



15 dezembro 2016

Resenha | Dois Caras Legais

Nota: esse post está originalmente no meu novo projeto com meu amigo Mario Vianna, o Manguaça Nerd. Dá uma passada por lá! =)
O cenário é o seguinte: você está de férias, milhares de coisas (nerds) a serem feitas, mas a única coisa que você precisa é...bom, como dizem os jovens, ficar de boa!

Já é madrugada, o bloqueio criativo já bateu a porta. Ok, hora de parar. Então, naquela navegação aleatória que você, eu e todo mundo que tem Netflix sempre faz (que nunca né?) lembra da dica que leu naquele site e daquele cara que você acompanha.
Claro que quando quando vejo o nome de Shane Black, me lembro logo daquela lástima que foi "Homem de Ferro 3". Mas ai, me lembro também que o cara criou uma das franquias mais legais do cinema. E de certa forma, "Dois Caras Legais" tenta emular a fórmula que trouxe o estrondoso sucesso que os quatro filmes da série "Máquina Mortífera" tiveram nos cinemas.

Na Califórnia dos anos 70, a trama cheia de subjetividades na verdade busca apenas divertir o espectador com uma trama pouco convencional. Na verdade, Shane tenta resgatar um gênero que há tempos estava esquecido, e que ele mesmo popularizou: a comédia de ação.

Não, não tenha em mente nenhum dos besteiróis lançados por algum serviço de streaming famoso. O que Shane busca com dois caras legais é um humor que diverte de forma elegante, mesmo que às vezes pareça escancarada demais para os padrões politicamente corretos da época (hoje, ou os anos 70?), mas o surrealismo da trama se encontra com uma realidade que mudaria o rumo do país, mas que conversa diretamente com os dias atuais.

Mas o filme não é para reflexões sobre cenários políticos. É para a sua pura e simples diversão! Ou como estava procurando, ficar de boa!
No filme, vamos acompanhar Holland March (Ryan Gosling), um detetive particular que apesar do seu talento, está meio de saco cheio com tudo o que rola ao seu redor e só tem a filha Holly (Angourie Rice) como única inspiração para continuar "fingindo" ser um detetive particular. Com a falência batendo a sua porta, aceita o serviço de encontrar uma atriz pornô que sumiu.

Do outro lado da corda, temos Jackson Healy (Russell Crowe), que é contratado justamente para impedir que March não prossiga com sua investigação. Mas é quando os caminhos dos dois se cruzam, que a história começa a mostrar reviravoltas que dão mais voltas que o necessário, mas que obrigam aos dois a formarem uma dupla (ou trio) improvável para descobrir qual é a verdade.

É o mesmo roteiro que você já viu em alguns outros filmes. A diferença aqui está na execução.
Desde a ambientação dos anos 70, com uma direção de arte que caprichou nos cenários e figurinos, com os detalhes nos ambientes, sejam eles internos, com a mobília caracterizada fielmente, até os externos, com figurantes e cenários retratando muito bem a época.

O roteiro ágil e divertido, me fez pensar o porque o terceiro filme de Tony Stark não teve metade da ácidez e ousadia que esse teve. Seria interessante ver essa linguagem incorporada na atuação de Robert Downey Jr. como um Homem de Ferro mais seguro do que o traumatizado que foi apresentado. E a sua direção não inventa. Sem malabarismos e estrelismos, cumpre bem a sua função.

Mas nada disso funcionaria se o elenco não segurasse a bronca e olha, graças a atuação segura do elenco é que o filme funciona. Claro que o destaque maior, seria para sua dupla principal. Me surpreendeu ver Ryan Gosling e Russell Crowe fazendo graça.

Depois de tantos papéis dramáticos e tensos, ver esses dois grandes atores com um timing de comédia beirando a perfeição, foi muito interessante e divertido! Contudo, o destaque maior vai para a gracinha que é Angourie Rice. A mocinha se destaca como uma coadjuvante que brilha em meio a dupla principal, arrancando boas risadas durante o filme.
É um filme que é um acerto após o outro.

Sério, assim como Kingsman, é aquele filme que me arrependi de não ter visto antes. E fiquei mais chateado ainda por não ter tido o sucesso e o reconhecimento que deveria. Talvez agora na Netflix o filme encontre seu lugar ao sol, que merecidamente deve achar.

E olha, se tem uma coisa que "Dois Caras Legais" merece é reconhecimento. Porque as risadas são garantidas!

Avaliação do Alter Ego
 


Trailer

Ficha Técnica:
Dois Caras Legais (The Nice Guys) - 2016 - 116 min. - EUA - Ação/Comédia
Direção: Shane Black
Roteiro: Shane Black, Anthony Bagarozzi
Elenco: Russell Crowe, Ryan Gosling, Angourie Rice, Matt Bomer, Margaret Qualley, Keith David, Kim Basinger
Site Oficial: http://www.theniceguysmovie.com/



14 dezembro 2016

Comic Con Experience 2016

Nota: esse post está originalmente no meu novo projeto com meu amigo Mario Vianna, o Manguaça Nerd.
Ser nerd sempre foi bom! E sou daquela turma que sempre gosto. Quadrinhos, comprar em sebo, filas no cinema, esperar um ano pelo lançamento do ano anterior, TV Manchete, revistas Herói, Animax, Heróis do Futuro.

E de repente, o Brasil vira rota. Rota obrigatória de estúdios, atores, produtores, quadrinistas, artistas, nerds e curiosos por essa cultura que sim, já se tornou há tempos uma referência.

Maior, mais organizada, melhor distribuída e com muito, muito mais gente! A Comic Con já deixou de ser uma "experience". A exemplo do que sempre acompanhamos das coberturas gringas, principalmente a San Diego, o maior evento geek da América Latina já se fixou no calendário de todos os que apreciam a cultura nerd, geek e já afirmada, cultura pop.

Quando um evento reúne marcas tão populares como Riachuelo e Faber Castle prova que o popular já se encontrou com o chamado diferente. E não poderia ter maior satisfação do que encontrar pessoas encantadas com esse mundo que tão nos é conhecido.

E andar entre os corredores imensos da São Paulo Expo traziam a certeza de que o Carnaval para os que amam cinema, games e quadrinhos será sempre em dezembro. Não vimos muito além dos corredores lotados, cosplayers bacanas e pessoas se divertindo por estarem fazendo parte de algo que anos atrás, não seria imaginado no Brasil.

Omelete, Pizii Toys e Chiaroscuro Studios conseguiram pelo terceiro ano prova que não é preciso viajar pra Califórnia ou para Nova York para viver uma experiência com seus atores e atrizes favoritos, com os canais e estúdios que trazem os filmes e séries que vemos e aguardamos, com os artistas, seja de quadrinhos ou animes.

Foi épico, foi incrível. Um evento que para sempre ficará na memória de crianças, adultos e idosos. E ano que vem tem mais? Claro que tem! Porque ser nerd é ser autêntico e isso, a Comic Con Brasil tem de sobra! Porque a fase de experiência, já passou com certeza!

Deixo com vocês as fotos que tirei e lá na página do Facebook tem mais coisas! Confiram ai!